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Notícias

20/04/2017

Casa Gomm recebe antigos moradores

Irmãos GommNetos de Henry Gomm, patriarca da família, visitam a casa em que moraram durante as décadas de 1940 e 1950

Na tarde desta terça-feira (18/04), a Casa Gomm, sede da Coordenação do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, abriu suas portas para seus antigos e ilustres moradores. Em uma roda de conversa divertida e nostálgica, os netos de Henry Gomm – Irene, Blas e George Gomm – relembraram histórias e revelaram curiosidades sobre a casa.

Tombada como Patrimônio Cultural pelo Estado em 1989, a casa foi construída por Henry Gomm, empresário inglês da época. A residência foi inaugurada em 1913, mas só se popularizou duas décadas depois, quando Harry Blas Gomm, filho de Henry, mudou-se com sua esposa, Luísa Bueno.

O lugar tornou-se famoso por sediar várias festas e por receber muitos estrangeiros, já que Harry era vice-cônsul da Inglaterra em Curitiba. Nos anos 1950, uma música chamada Monsieur Le Consul à Curityba, feita a partir das visitas de um músico à Casa Gomm, ganhou o Grande Prêmio da Canção Francesa.

Irene Gomm, neta de Henry Gomm, saudosamente se lembra das festas dadas na época. “As festas eram no bosque, com tudo iluminado”, descreve. Irene conta também que nos natais era sagrado ir almoçar na casa dos avós. Ela recorda o pudim que sua avó fazia em todas as festas de natal. “É uma receita que todo mundo gosta de ter”.

Para Blas Gomm Filho, também neto de Henry, o tombamento do imóvel “é importante, pois guarda a memória da cidade, de uma casa, de um bairro, onde tinha um modo de vida que era muito particular para aquela época. Traz muito da história de como era Curitiba”. Assim como a irmã, Blas tem boas lembranças dos feriados de natal. “Minha vó era muito religiosa, então ela fazia grandes festas. Convidava muita gente, armava um tablado no bosque com música... e tinham pratos ingleses!”.

Nascido na casa, George Gomm, outro neto de Henry, conta que morava ali com seus pais e que, diariamente, a família tomava chá com convidados. “O pessoal que vinha jogava bridge. Então passou a ser chamada a sala de bridge”, lembra George, enquanto aponta para a sala. “Era uma casa confortável, muito boa. Monsieur Le Consul à Curityba ressalta justamente o tamanho dessa casa”, ele comenta, referindo-se à música.

Fonte: SEEC

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