Governo do Paraná participa de ação no Parque Estadual Pico Paraná para reforçar a conservação e orientar visitantes

A iniciativa integra a implementação do Plano de Uso Público Emergencial da unidade de conservação e tem como objetivo organizar a visitação, promover maior segurança aos montanhistas e reduzir os impactos ambientais provocados pelo uso intensivo das trilhas e áreas de cume da Serra do Ibitiraquire
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13/10/2026 - 10:32

Na última quarta-feira (8), o Instituto Água e Terra (IAT), com o apoio da Coordenação do Patrimônio Cultural (CPC) da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) e de voluntários, realizou uma ação de instalação de placas de sinalização e orientação no Parque Estadual Pico Paraná (PEPP). A iniciativa integra a implementação do Plano de Uso Público Emergencial da unidade de conservação e tem como objetivo organizar a visitação, promover maior segurança aos montanhistas e reduzir os impactos ambientais provocados pelo uso intensivo das trilhas e áreas de cume da Serra do Ibitiraquire.

Instaladas em pontos estratégicos do parque, as novas placas orientam os visitantes sobre os percursos oficiais, indicam áreas com restrições temporárias de uso e reforçam as boas práticas de mínimo impacto, contribuindo para a conservação dos ambientes de alta montanha. Segundo a bióloga do IAT e chefe do Parque Estadual Pico Paraná, Marina Rampim, a sinalização desempenha um importante papel educativo. “Essas placas informam e orientam os visitantes sobre as boas práticas na visitação do parque, promovendo um turismo sustentável e com menor impacto possível, e assim a gente consegue conservar o parque, as nossas montanhas e a Serra do Mar”, destacou.

Representando a Coordenação do Patrimônio Cultural da Secretaria da Cultura, o geógrafo Ricardo Letenski ressaltou a importância da Serra do Mar, o maior bem tombado em extensão do estado e um dos mais importantes patrimônios culturais e naturais, para o Paraná. “Ela reúne uma rica biodiversidade, paisagens de grande beleza cênica e elementos fundamentais para a identidade paranaense, como seus caminhos históricos e o conjunto de montanhas da Serra do Ibitiraquire, onde está localizado o Pico Paraná, ponto culminante da Região Sul do Brasil”, explica. “As unidades de conservação são grandes aliadas para proteção desses valores, e a implantação do Plano de Uso Público representa um importante avanço para conciliar a conservação desse patrimônio com uma visitação responsável e segura”, finaliza Letenski.

Entre as medidas adotadas está a delimitação de áreas onde o acampamento permanece proibido, favorecendo a recuperação de locais degradados e a regeneração natural dos campos de altitude. A sinalização também orienta os visitantes a permanecerem nas trilhas oficiais, reduzindo a abertura de atalhos que aceleram processos erosivos, provocam compactação do solo e comprometem a vegetação característica desses ambientes. As placas ainda reforçam normas essenciais para a conservação da unidade, como a proibição de fogueiras, a obrigatoriedade de recolher todos os resíduos gerados durante a visita e a utilização do kit dejetos para o manejo adequado dos resíduos.

A ação contou com a participação de voluntários vinculados ao Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação (VOU), que auxiliaram no transporte dos materiais, na instalação da sinalização e nas atividades de campo. Ao integrar a gestão ambiental promovida pelo Instituto Água e Terra com a preservação do patrimônio natural e cultural desenvolvida pela Secretaria de Estado da Cultura, a iniciativa reafirma o compromisso do Estado com a conservação da Serra do Mar. A implantação da nova sinalização representa mais um passo para compatibilizar a visitação com a proteção dos ambientes naturais e dos valores históricos da região, garantindo que as presentes e futuras gerações possam continuar desfrutando das montanhas de forma segura e consciente.

 

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